segunda-feira, 25 de maio de 2015

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Futebol e Benfica pelo Mundo (Parte 5)


Em terras de sua majestade o Chelsea já é rei.

Falta uma jornada para terminar a Premiership e a equipa de Ramires e Matic lidera o campeonato com 8pts de vantagem. Depois de 4 anos sem se sagrar campeão, o Chelsea conquista este ano o 5º título da sua história.
Ao campeonato junta também a conquista da Taça da Liga, tendo derrotado o Tottenham na Final.
Foi na Liga dos Campeões que as expectativas foram defraudadas. A equipa de Mourinho não foi além dos Oitavos, caindo em Stamford Bridge perante o PSG.

Esta época o Manchester City não mostrou andamento para lutar pelo título. Valeu-lhe a inconsistência do Arsenal para conseguir já ter garantido o 2º lugar.
Tal como os Blues, os Citizens e os Gunners caíram nos Oitavos da Champions. O City não aguentou o poderio do Barça e o Arsenal caiu frente ao Mónaco depois de uma derrota por 1-3 em Londres.

Arsenal e Manchester United completam o top-4 e os lugares de acesso à Champions.
A equipa de Londres deverá manter o seu lugar no pódio pois tem uma vantagem de 3pts sobre o United do Di Maria.
O Arsenal tem agora o seu foco na Final da Taça que irá disputar com o Aston Villa.

O 5º lugar, que dá acesso à Liga Europa, está a ser disputado pelo Liverpool, Tottenham e Southampton.
Os Reds têm vantagem nesta luta. A equipa do Markovic parte para a última jornada com mais 1pt que o Tottenham e mais 2pts que o Southampton.
O 5º lugar na Liga e o 3º lugar no grupo da Champions, atrás do Basileia, mostram que este Liverpool ainda tem um longo caminho a percorrer para começar a fazer jus à sua história. Além disso, a equipa de Anfield foi batida, nos penalties, pelos turcos do Besiktas logo nos 16-avos da Liga Europa.
Também o Tottenham não foi além dos 16-avos, tendo sido eliminado pela Fiorentina.
O Southampton, com a liderança do Ronald Koeman, caiu de rendimento na segunda volta do campeonato. O 5º lugar pode ser o culminar de uma época muito bem conseguida e que contou com o contributo do nosso Djuricic e principalmente do José Fonte.

Também o Everton representou Inglaterra na Liga Europa e também o Everton caiu mais cedo do que o expectável. Depois de atropelar o Young Boys, os Toffees não tiveram pedalada para Dynamo Kiev e caíram nos Oitavos.

Com o 8º lugar assegurado está o Swansea. O nosso emprestado Nelson Oliveira deu o seu contributo na época dos Swans mas este foi mais um empréstimo marcado pelas lesões.

Despromovidos estão já o QPR e o Burnley.
A lutar pela manutenção estão o Newcastle e o Hull City. Os Magpies têm a vantagem pontual (2pts) e a vantagem no calendário. Enquanto o Hull vai receber o United, o Newcastle irá receber o West Ham.

O Kun Aguero lidera a tabela dos melhores marcadores. Os seus 25 golos são seguidos pelos 20 do Kane e os 19 do Diego Costa.
De destacar as 18 assistências do Cesc Fàbregas, mais 8 que o Di Maria e o Sigurosson.
Este primeiro ano em Inglaterra não correu de feição nem ao Di Maria nem o Markovic. A uma jornada do fim o argentino leva 3 golos e o sérvio 2. Apesar das incertezas à volta do Di Maria, este consegue somar 10 passes para golo.
O N.Oliveira conseguiu estrear-se a marcar na Premier. Já o Djuricic ainda não marcou qualquer golo.

É um final de época pouco surpreendente em Inglaterra.
O Chelsea não deslumbra mas apresenta mais consistências e estofo que os seus rivais mais directos.
O City ataca cada campeonato com a força das suas finanças. É este poderio financeiro que lhe permite lutar pelo título. Falta no clube alguém que goste e perceba de futebol e que tenha liberdade para gerir o plantel sem as pressão dos cifrões.
O Arsenal continua a ser a equipa que apresenta o futebol mais atractivo da Premiership. Falta maturidade e equilíbrios no plantel para poder ser um sério candidato ao título.
O United continua à procura de recuperar da despedida ao Sir Alex Ferguson. Com Van Gaal a equipa parece estar a construir uma nova identidade com uma grande revolução no futebol da equipa de Old Trafford, a qual levou ao sacrifício de toda a primeira volta do campeonato.
O Liverpool também é um clube em fase de renovação. Procura ainda recuperar a sua identidade e a saída do Gerrard é um contratempo para este processo.
Conta com estrelas como o Coutinho, Sterling, Sturridge e Markovic mas precisa construir um melhor suporte para as elevar e se elevar.

O futebol inglês tem de encontrar uma solução para a pouco produtividade das suas equipas nas competições europeias.
A Premiership é provavelmente o campeonato europeu mais competitivo e intenso, as equipas inglesas são bem treinadas e estão recheadas de talento, mas nada disto se tem espelhado na Europa.
O desgaste na época do Boxing Day é possivelmente um dos factores responsáveis por isto.
 

No final desta época fico com algumas perguntas na cabeça:

Com um City mais motivado e um United com os processos mais trabalhados, o Chelsea tem futebol para fazer o Bicampeonato?

O Wenger tem condições para voltar a vencer com os Gunners? E capacidade?

O Nélson deverá voltar ou ficar mais um ano na Premiership?

O Markovic tem lugar no Liverpool enquanto titular?

O que está a falhar nas campanhas europeias dos clubes ingleses?


terça-feira, 19 de maio de 2015

34



O nosso 34º título de campeão nacional de futebol, o marco histórico de conquista do bicampeonato mais de 30 anos depois, o sinal forte de afirmação do clube, tem sido relegado para 2º plano por via de actos que me envergonham enquanto profissional, adepto, sócio e cidadão.

Por culpa e actos isolados de alguns, duas instituições merecedoras de respeito e respeitadoras, saem fortemente beliscadas. Podemos dizer que o Benfica e/ou a PSP não são isto ou aquilo (e não o são de facto), que aqueles actos isolados não devem ser tomados pelo todo, mas há marcas que ficam, e as de domingo não serão facilmente apagadas e jamais serão esquecidas.

Já vi e revi aquelas imagem até à náusea, e ainda me custa a acreditar que colegas e/ou adeptos do meu clube possam ter feito aquilo. Há por aí muita gente que deve repensar seriamente o seu objectivo de vida. Uns porque não deve haver sentimento pior que saber-se mancha de uma instituição e outros porque conseguiram estragar a festa de milhares de pessoas.

Culpas e responsabilidades existirão por todo o lado e espero que sejam apuradas, mas também pode e deve partir de nós, enquanto individualidades, purgar as massas destes comportamentos. Mas essa purga não será conseguida nas redes sociais, onde tenho assistido a um nível de irracionalidade digno dos tempos do Homo Sapiens, por parte de gente que tinha por bem formada. De comentários estéreis a outros carregados de uma brutalidade superior à dos actos que criticam, poucas têm sido as opiniões sensatas. Talvez por aqui se entenda melhor a origem dos actos que me envergonham.

Disto tudo ainda sobraram algumas atitudes dignas e consonantes com as instituições que quem as tomou representa. Parabéns a Luís Filipe Vieira: Isto sim é o Benfica!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Um Desabafo 34 no Meio da Alegria do 34



Tenho ainda um 34 para discutir, um Benfica – Marítimo para assistir, competições extra-Benfica para olhar, uma Taça da Liga que quero celebrar e o futuro do Benfica para analisar.

A alegria de ser bicampeão é tanta que não estou com qualquer vontade de falar sobre as tristezas que aconteceram na festa do 34. Infelizmente são situações tão más que não tenho como não lhes fazer referência.

Enquanto benfiquista a minha revolta neste momento vai para com os do Benfica que não souberam dignificar o 34. Sobre vergonhas de terceiros, como a inqualificável acção do polícia para com uma família benfiquista na entrada do estádio em Guimarães, deixo para outro momento.

O foco está sempre na festa no Marquês mas para mim a grande festa benfiquista aconteceu no pós-apito final do jogo e em vários focos do país.
O final do jogo trouxe aquela alegria espontânea a todos os adeptos benfiquistas. Estivessem onde estivessem todos celebraram e cantaram e buzinaram e gritaram e dançaram. Festejaram sozinhos, com os amigos, familiares e com todos os não conhecidos com que se cruzavam na rua. Ainda não era noite e já ocorria a verdadeira festa benfiquista.

Foi assim comigo.

Entusiasmo com uma grande primeira parte. Nervosismo e má disposição com um mau segundo tempo.
Golo do Belém tudo mudou. 10 Minutos para acabar. Uns já cantavam. Eu ainda me agarrava aos nervos. “Não estamos a jogar nada mas eles também não!” Pensava.

Acabou o jogo e festejei. Ri-me e desfrutei. Com os amigos e com todos os benfiquistas com que me cruzei. Festejei no local onde assisti ao jogo. Já sem bateria festejei no caminho para o Saldanha. Festejei enquanto rapidamente comia um hambúrguer. Festejei enquanto discutia o Benfica numa esplanada acompanhado por benfiquismo, benfiquistas e umas imperiais. Festejei até quando um casal estrangeiro quis registar em foto a alegria de ser bicampeão. E continuei a festejar enquanto caminhava para o Marquês.

A partir daí o espírito mudou.
Cheguei ao Marquês e fiquei desiludido com a menor afluência comparativamente com os títulos anteriores. O Benfica foi bicampeão, 31 anos depois, e as pessoas não aderiram como em outros títulos. Fica para a direcção a responsabilidade de ponderar quais as causas e como reverter esta situação.

No Marquês fui obrigado a conter o grito benfiquista e a tentar desfrutar de um show previamente montado.
Rapidamente percebi um dos motivos de muita gente lá chegar e rapidamente ir embora. Que banda sonora era aquela que inundava os ouvidos de todos e abafava os cânticos das nossas gargantas?

Anteriormente discutimos aqui a artificialidade de uma previsível festa. E foi isso mesmo que aconteceu. Artificializaram a Festa do Marquês. Infelizmente.

Por volta da meia-noite já se discutia se valeria a pena continuarmos ali.
“Isto não me diz nada, bazamos?” Falávamos uns para os outros.

Decidimos esperar que a equipa chegasse. Não faltava muito e pelo menos queríamos receber os jogadores.

Valeu a pena esperar porque vale sempre a pena receber e saudar os nossos campeões. Pena que mais uma vez a recepção tenha ficado aquém das experiências anteriores.

Eu gosto do autocarro a passar no meio da multidão com os jogadores a dançar ao som dos adeptos.

Um palco montado a impedir o acesso ao centro do Marquês. Um palco montado a separar ainda mais os jogadores dos adeptos. Um palco montado para jogadores festejarem e adeptos olharem. E como acredito que até os jogares teriam preferido uma maior proximidade…

Isto não é uma festa do Jet 7. Queremos, ou quero, menos preocupação com a estética e mais com o sentimento. Olhem para 2004-05. Olhem para a festa que os adeptos vivem antes, durante e depois das deslocações, sem colunas, sem palcos, sem DJs, sem luzes e sem nada que não seja a garganta, o coração e o cachecol.

Esta artificialidade do Marquês foi o menos bom da festa.

O mau da festa, o péssimo da festa, apareceu-me depois.

No Marquês já tinha assistido a famílias a fugir de petardos e de tochas. No Marquês já tinha presenciado cenas de porrada entre dez ou mais adeptos.

Quis desvalorizar mas quando liguei o rádio não consegui.

Relatos de inicio de confusão entre adeptos e a policia. Relatos de vândalos a atirarem pedras à polícia. Relatos de fim de festa. Chego ao computador e deparo-me com essas imagens. Mantenho-me no computador e apercebo-me de relatos e imagens de selvajaria em Guimarães, tanto no estádio como nos seus arredores.

Pena que certas pessoas não se saibam comportar em sociedade. Pena que certas pessoas não saibam respeitar os outros. Pena que certas pessoas tenham decidido manchar e arruinar os dois principais focos na festa benfiquista: Onde a equipa jogou e para onde a equipa se encaminhou.

Isto é triste. Isto é mau. Isto não vai ser esquecido. Infelizmente esta gente conseguiu contribuir para uma ainda menor afluência à festa do Tri.

PS: Não sou contra a preparação de uma festa. Posso ser contra o modo como é pensada. Tem havido boas ideias, ideias que bem trabalhadas podem ser geniais. Por exemplo, as duas gigantes transmissões televisivas no Marquês foram muito bem vindas. É uma ideia que melhor trabalhada e inserida numa preparação diferente pode trazer muito mais benfiquismo e festa ao próximo título.


domingo, 17 de maio de 2015

Futebol e Benfica pelo Mundo (Parte 4)



Termino esta volta minha volta ao Futebol Mundial (mais especificamente América do Sul e Europa) a actualizar-me sobre os dois principais campeonatos do nosso continente, isto apesar da dificuldade que é continuar a abstrair-me do jogo de amanhã.


A duas jornadas do fim, o Barça está prestes a festejar o seu 7º campeonato nos últimos 11 anos, continuando assim o ciclo Blaugrana na Liga espanhola.
Basta ao Barcelona vencer um dos seus jogos e por isso pode tornar-se campeão já este fim-de-semana em pleno Vicente Calderón.
A equipa da Catalunha está a apontar para o triplete. Além do campeonato está também na Final da Taça com o Athletic Bilbau e na Final da Champions com a Juventus.
Na Liga dos Campeões o Barça tem feito uma campanha excepcional. Ganhou o seu grupo, eliminou o City, PSG e Bayern e teve como ponto alto o 3-0 no Camp Nou frente ao campeão alemão.

O futebol do Barça já não me fascina como há uns anos. Contudo o espírito colectivo que se vê entre todas aquelas individualidades não pára de me impressionar e é um exemplo para qualquer equipa.
A relação Messi-Neymar é para mim, juntamente com a magia do argentino e do Iniesta, o grande trunfo do Barça deste ano.

O Real Madrid sonhou mas o sonho está perto do fim.
O 2º lugar está garantido mas o título parece ser já só uma miragem para a equipa do Fábio Coentrão.
Na taça a equipa foi eliminada precocemente nos Oitavos pelo Atlético.
Na Champions começou forte e ganhou todos os jogos do grupo – Liverpool, Basileia e Ludogorets. Nos Oitavos eliminou um Schalke que chegou a assustar com a vitória no Bernabéu, eliminou o Atlético e caiu nas Meias sem ter conseguido vencer a Juventus em nenhum dos jogos.
De lembrar a conquista do Mundial de Clubes perante o San Lorenzo da Argentina.

Este Real é uma equipa confusa, com um colectivo pouco trabalhado e que funciona muito à base da individualidade dos nomes. Tem jogadores impressionantes e que mereciam jogar num colectivo diferente.
Custa-me perceber uma equipa que parece deixar para segundo plano o seu sucesso em prol das conquistas e consagração individual de um só jogador. Em campo o principal foco parece ser sempre a disputa estatística pela Bola de Ouro.
Vejo um Real Madrid muito bem trabalho no momento ofensivo que favorece as qualidades do Cristiano e muito abandonado em todos os outros sectores.

Qual a melhor dupla de centrais neste Real? Qual o melhor trio do meio-campo? Que posição faz o Modric? E o James? E o Isco? Que anda a fazer um jogador como o Bale perdido e preso na direita do ataque? E qual o papel do Marcelo nesta equipa? O lateral tem um talento imenso mas passa o jogo sozinho na ala esquerda, parecendo várias vezes um jogador à parte da restante equipa.
Este ano, nos blancos, tenho de destacar o Benzema. O francês tornou-se um avançado completo, inteligente e de enorme qualidade.

Acho curioso que esta época o Real só tenha ganho 4 dos 16 jogos grandes que fez.
Venceu os dois duelos com o Liverpool, venceu o Atlético na segunda mão das Meias da Champions no Bernabéu e venceu o Barça para o campeonato também no Bernabéu.
De resto contabiliza 7 derrotas e 5 empates.

Os restantes lugares no Top-5 são ocupados pelo Atlético com 77pts, Valência com 73pts e Sevilha com 70pts, e deve terminar nesta ordem.

O actual campeão, o Atlético de Madrid do Tiago, Oblak e Siqueira, este ano não conseguiu entrar na luta pelo título e tem andado desde o início a disputar o terceiro lugar com o Valência.
Na Champions liderou o grupo que partilhou com a Juventus, eliminou o Leverkusen nos penalties e acabou por cair nos Quartos frente ao Real.

O Valência com o contributo do André Gomes, Enzo, Rodrigo e do nosso João Cancelo, ocupa o último lugar de acesso à Champions.

O Sevilha e o Reyes ainda acreditam no 4º lugar e podem conquistar este ano a sua segunda Liga Europa consecutiva. Depois da vitória sobre o Benfica na época passada, este ano irão defrontar o Dnipro na Final e contam para já com vitórias sobre o Zenit e Fiorentina, nos Quartos e Meias repectivamente.

O Villarreal já assegurou o último lugar de acesso às competições europeias e na Liga Europa caiu frente ao Sevilha nos Oitavos.
Ficam assim fora dos lugares europeus tanto o Athletic como o Málaga. O Athletic deverá ter o apuramento europeu assegurado devido à presença na Final da Taça. Este ano ficou em terceiro no seu grupo da Champions e acabou logo eliminados nos 16-avos da Liga Europa pelo Torino.

O lanterna vermelho do campeonato é o Córdoba. A equipa do nosso emprestado Bebé já está despromovida e vê os restantes clubes a pelo menos 11pts de distância.
O Eibar, o Granada, o Deportivo e o Almería estão na luta pela manutenção com só um ponto a distanciá-los.
O calendário não é favorável à equipa do Luis Martins e do nosso emprestado Candeias, já que o Granada irá receber o Atlético na última jornada, nem para o nosso “clube satélite”, o Deportivo, que irá a Camp Nou no fecho do campeonato. Dificilmente os nossos emprestados – Farina, Sidnei, Ivan Cavaleiro e Hélder Costa – conseguirão ajudar o clube do Riazor a manter-se na Primeira. Nas fileiras do Depor está também o lateral Luisinho.

O Celta de Vigo, onde brilha o Nolito, está num confortável 10ºlugar e na luta por se manter no top-10.

Com 42 golos, 9 de penalty, o Cristiano lidera a tabela dos melhores marcadores, seguido pelos 40 golos do Messi, 5 de penalty. O Neymar e o Griezmann são os que se seguem, com 22 golos cada um.
O Bale fecha o top-10 com 13 golos conseguidos.
No Clássico entre avançados o Suárez leva a dianteira com 16 golos marcados contra os 15 do Benzema. Já o Torres só leva 3 golos.
Quero destacar as 14 assistências do Suárez. O uruguaio só assiste menos que o Messi com 18 e do que o Cristiano com 15.

Um jogador que merece destaque é o Nolito. Tem para já 12 golos e 11 assistências pelo Celta de Vigo no campeonato.
O Tiago leva 5 golos e 4 assistências no Atlético e o A.Gomes e Rodrigo 4 e 3 golos, respectivamente, pelo Valência.
No Depor o Ivan Cavaleiro somou até agora 3 golos e 3 assistências.
Tanto o Bebé como o Candeias não conseguiram ainda marcar e levam uma assistência cada.

O futebol espanhol continua a confirmar a sua superioridade no Mundo do Futebol.
Nos últimos 10 anos foram 2 Campeonatos Europeus, 1 Campeonato do Mundo, 4 Liga dos Campeões e 5 Ligas Europa. A isto ainda se pode juntar este ano mais uma Liga dos Campeões e mais uma Liga Europa.


Em terras de sua majestade, no país do melhor que o Futebol tem para oferecer, o campeão é já o Chelsea e nesta altura já se disputa a penúltima jornada do campeonato.

Olho para a tabela classificativa e vejo o Chelsea com 34pts, 34vitórias, 34 empates e 34 derrotas. Ainda tentei arranjar uma explicação para isto mas quando o vi o QPR em último também com 34pts achei que alguma coisa haveria de estar a bater mal.
Tive de desistir quando vi que o Aguero leva 34 golos, tantos como o Nelson Oliveira, o Balotelli e o Varela (!!!!!).

Isto hoje não dá para mais. Inglaterra agora só depois dos desejados festejos do 34.

É ir a Guimarães e voltar para o Marquês se fizerem favor.


sábado, 16 de maio de 2015

Futebol e Benfica pelo Mundo (Parte 3)



Agora uma olhada em 4 das principais ligas europeias, enquanto seguro as unhas antes de me permitir focar a 100% na deslocação a Guimarães.


Na Holanda falta uma jornada para o fim do campeonato.

O ciclo de quatro títulos seguidos do Ajax já foi interrompido por um PSV campeão com uma larga margem de pontos.

O Ajax já (e só) garantiu o vice-campeonato.

O restante lugar do pódio está a ser disputado entre o Feyenoord, AZ e Vitesse.
O Zwolle e o Heerenveen fecham os restantes lugares europeus.

O NAC Breda, clube onde joga o Uros Matic, irá disputar o playoff de despromoção.

O Depay, mais recente contratação do Man Utd, lidera a lista dos melhores marcadores, seguido pelo avançado (também) do PSV Luuk de Jong.

A Taça foi conquistada pelo Groningen, numa final disputada com o Zwolle.

Longe estão os tempos áureos das equipas holandesas as competições europeias. O Ajax tetracampeão não se tem conseguido mostrar na Champions e esta época também não foi além do 3ºlugar no seu grupo (de referir que este foi liderado pelo Barça e PSG). Na Liga Europa acabou eliminado pelo Dnipro nos Oitavos.
Já o campeão PSV não foi além dos 16-avos da Liga Europa, tal como o Feyenoord. O Zenit e a Roma foram os seus carrascos (respectivamente).


Em França o PSG continua a afirmar-se como a grande potência futebolística do país, muito à base de “cheats” estilo The Sims.
Com duas jornadas por se jogar basta 1pt para a equipa de David Luiz se tornar tricampeã. Entretanto já conquistou a Taça da Liga e irá disputar a final da Taça com o Auxerre.
O sonho europeu parece estar só à espera de um sorteio mais favorável. Este ano foi eliminado nos Quartos pelo Barcelona depois de ter eliminado soberbamente o Chelsea nos Oitavos.

Por sua vez o Lyon parece aos poucos estar a recuperar a força que evidenciou na primeira década do século. O vice-campeonato já não foge e fica por saber que Lyon teremos na Champions e se haverá espaço para lutar contra o multi-milionário de Paris pelo campeonato francês.

O Mónaco, o Marselha e o Sain-Étienne estão a disputar um lugar no top-3.
A equipa monegasca, com o brilho do Bernardo Silva, parte com 2pts de vantagem nesta disputa e nas Champions alcançou os Quartos onde foi eliminado pela Juventus depois de ter vencido o grupo do Benfica e de ter derrotado o Arsenal.

Curioso que tanto o Mónaco como o PSG foram eliminados nos Quartos pelos finalistas da competição.

O Lille com o Marco Lopes está a disputar a 7ª posição e na Liga Europa não passou a fase de grupos.
O Evian do Daniel Wass está em zona de despromoção e a 4pts da linha de água.

O top-3 da lista de melhores marcadores é composto pelo Lacazette, Gignac e Zlatan. O avançado do Lyon lidera com 7 golos de vantagem.
O B.Silva e o D.Wass aparecem ambos com 8 golos, enquanto o M.Lopes tem 3 e o D.Luiz 2.


Apesar de um final de época decepcionante, o Bayern voltou a ser rei na Alemanha conquistando o tricampeonato, o bi de Pep Guardiola.
A época parecia correr de feição à equipa germânica mas as lesões e pouca capacidade de resposta da equipa levaram a um último terço de campeonato “terrível”.
O Bayern perdeu as últimas duas jornadas, foi eliminado pelo Dortmund nas Meias da Taça e também nas Meias da Champions. A campanha europeia começou com um domínio total num grupo com City, Roma e CSKA, continuou com duas estrondosas vitórias caseiras contra o Shakhtar e Porto e terminou na derrota por 3-0 em Camp Nou.
Neste momento, apesar das duas derrotas consecutivas, o Bayern é campeão a 2 jornadas do fim e com 11pts de vantagem.

A luta pelo 2º lugar está a ser feita entre o Wolfsburgo (com 2pts de vantagem) e o M’gladbach.
O Wolfsburgo tem 2pts de vantagem e chegou aos Quartos da Liga Europa após ter eliminado o Sporting e o Inter e caindo aos pés do Nápoles. Já o M’gladbach foi eliminado logo nos 16-avos pelo Sevilha.
O Leverkusen fecha os lugares Champions, competição na qual foi este ano eliminado nos Oitavos pelo Atlético depois de se ter apurado no grupo do Benfica.

Os restantes lugares europeus estão a ser disputados pelo Augsburgo, Schalke (que chegou aos Oitavos da Champions onde foi eliminado pelo Real), Dortmund e Werder Bremen. O Hoffenheim também ainda espreita uma possibilidade.

O Dortmund está a caminho de salvar uma época que começou desastrosa e mostrou horizontes trágicos.
Após ter andado pelos lugares de despromoção e de ter sido eliminado pela Juventus nos Oitavos da Champions com uma derrota caseira por 3 golos, a equipa de Klopp está 2pts dos lugares europeus e encontra-se na Final da Taça, com o Wolfsburgo, após ter eliminado o Bayern. Contudo o calendário não lhe é favorável pois irá deslocar-se ao Wolfsburgo e receber o Werder Bremen.

Na luta pela manutenção 4pts separam o 18º e o 13º posicionado, Estugarda e Hertha respectivamente, e estão envolvidos tanto o Hannover do João Pereira como o Friburgo do Mitrovic.
Já o Colónia do avançado Deyverson está num sossegado 10º lugar.

O Alexander Meier do Frankfurt é o melhor marcador do campeonato seguido pelo Robben, pelo Bas Dost do Wolfsburgo e pelo Lewandowski. O Deyverson só contabiliza um golo.
No Wolfsburgo ainda é de se destacar as 19 assistências que leva o De Bruyne.


Em Itália a Vecchia Signora tem-se imposto como nunca antes desde a década de 30.
Com três jornadas por jogar já conquistou o tetracampeonato, o seu 31º título de campeão nacional, e irá disputar a final da Taça com a Lazio.
Os sucessos internos finalmente se estão a reflectir nas participações europeias do clube de Turim. Na Champions a Juventus regressou às grandes decisões e irá defrontar o Barcelona na Final. No seu percurso está a vitória por 3 golos em Dortmund, a eliminação do Mónaco à italiana e uma eliminatória vencida com grande personalidade ao Real Madrid.

O Top-3, acesso aos lugares Champions, está a ser disputado pela Roma, Lazio e Nápoles, com as equipas da capital em vantagem nesta luta.
A Roma não foi além do 3ºlugar no seu grupo da Champions e na Liga Europa derrotou o Feyenoord, caindo nos Oitavos perante a Fiorentina. Já o Nápoles caiu perante o Dnipro nas Meias da Liga Europa depois de ter eliminado o Wolfsburgo nos Quartos.

A Fiorentina está em 5ºlugar e na luta por assegurar a sua actual posição, tendo também alcançado as Meias da Liga Europa, após eliminar o Tottenham, Roma e Dynamo Kiev e tendo caído perante o Sevilha.

As equipas da cidade de Milão continuam a desiludir. O Inter está em 8º e continua a aspirar o lugar europeu da Fiorentina, na esperança de conseguir melhor que os Oitavos da Liga Europa deste ano, competição onde eliminou o Celtic e caiu perante o Wolfsburgo. Por sua vez o Milan está em 10º e voltará a ficar de fora das competições europeias.

O Torino em 9º pode ainda remotamente sonhar com a Europa. Nesta época chegou aos Oitavos da Liga Europa, competição onde derrotou o Bilbau e foi eliminado pelo Zenit.

A Sampdoria com o Bergessio está em 6º a 1pt da Fiorentina. O Empoli do Mário Rui e o Verona do Saviola contam ambos com 41pts e portanto fora do Top-10 mas com a manutenção assegurada.

Despromovidos já estão o Parma e o Cesena. O Cagliari está a 1pt de também confirmar a despromoção.

A tabela dos melhores marcadores é liderada pelo Tévez com 20 golos, seguido pelo veterano Luca Toni do Verona, pelo Icardi do Inter, Higuaín do Nápoles, Ménez do Milan e pelos 14 impressionantes golos na Udinese do impressionante Di Natale.
O Bergessio e o Saviola contam ambos só com 1 golo.

O futebol italiano tem andado afastado dos grandes palcos europeus e tem-se apresentado em descrédito e sem fulgor. Contudo este ano parece estar a começar a recuperar a força que lhe era reconhecida até há 10 anos – apurou 5 equipas aos Oitavos e 2 às Meias da Liga Europa e conta com um dos finalistas da Liga dos Campeões.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ser Benfiquista

Num destes dias, algures pelo Facebook, vi um video da página do Benfica em que perguntavam a um cantor conhecido o porquê dele ser Benfiquista. Ele respondeu algo do género “Porque gosto de vitórias” ou algo semelhante (perdoem-me já não saber ao certo as suas palavras mas o conceito era este).

Esta questão pôs-me a pensar no porquê de eu Ser Benfiquista.

No meu caso pelo menos, acho que não teve nada a ver com vitórias, até porque apesar de muito me orgulhar da história do nosso Benfica, tenho que admitir que sou de uma geração que infelizmente se tornou em adolescente ou jovem adulto na fase de maior declinio do clube.

Assim sendo, porque um miúdo se tornava Benfiquista naqueles tempos em que não seria certamente para festejar muitos títulos?

Tentando lembrar-me da minha infância e do momento em que me tornei Benfiquista, obviamente não consigo precisar um momento especifico, mas hei-de lembrar-me sempre do momento em que o meu pai me levou à Luz pela primeira vez.

Já deveria ter uns 10 anos e para dizer a verdade, até entrar no estádio já estava feliz por passar o dia com o meu Pai, a passear em Lisboa e a comer uns pastéis de nata. A ansiedade não era grande, em total oposição à que sinto hoje à espera de Domingo.

Mas então chegou o momento, dirigi-mo-nos para o estádio e vi aquele Monstro de Betão pela primeira vez. Feio e Lindo, parecia inacabado mas perfeito. 120.000 pessoas cabiam lá dentro. Mas por mais que soubesse esse numero, qual a criança de 10 anos que consegue imaginar o que se sente no meio de 120.000 pessoas???

À medida que andávamos na sua direcção, o monstro crescia e crescia, e mais e mais pessoas  se juntavam a nós. Aí sim, aí começou a crescer a minha ansiedade. Aquele miúdo de 10 anos apertava cada vez com mais força a mão ao Pai. E o monstro não parava de crescer à medida que o meu coração batia mais e mais rápido.

Lá dentro eu não acreditava no que via, tanta gente, tanto amor, tanta loucura. Fomos para o nosso lugar naquele começo de noite fria e eu já tinha começado a tremer. Não de frio, porque lá dentro estava mais calor que lá fora, tremia apenas inexplicavelmente. Inicialmente apenas um pouco e depois cada vez mais.

As equipa começaram a entrar em campo e toda a gente gritava. “Benfica, Benfica, Benfica...”. Rolos de Papel eram atirado para o relvado e Rapazes Sem Nome, Diabos Vermelhos ou apenas Benfiquistas tinham tochas na mão a fazer um fumo e uma Luz vermelha que fazia daquele lugar o Inferno. Toda a gente batia com os pés no chão e o estádio tremia debaixo de mim. “Benfica, Benfica, Benfica...”. E eu tremia descontroladamente, de Medo, de Respeito, de nervosismo. E naquele momento o meu pai colocou o braço sobre os meus ombros e olhou para mim e sorriu. Não sei o que ele pensou, mas na minha cabeça foi como se dissesse “Calma meu filho, isto somos Nós, Isto é o Benfica”. E eu continuei a tremer até hoje, de Paixão.


Acho que é desde esse dia que sou verdadeiramente e inequivocamente do Benfica. Porque sim. Porque não há outro. Pelo Monstro, pelo Inferno, pelos 120 mil daquela noite em que comecei a tremer pela primeira vez. Sou do Benfica porque tenho na alma aquela Chama Imensa.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Mercado



Com o aproximar do final da época, têm surgido as habituais noticias sobre o alegado interesse do Benfica em alguns jogadores. Do que tenho lido, as informações que me parecem mais consistentes, relacionam-se com o trio de jogadores do Rio Ave, Hassan, Diego Lopes e Ederson.

Três jovens jogadores com uma margem de crescimento interessante e com características divergentes da maior parte dos jogadores que agora compõem o nosso plantel:

Ederson – Guarda-redes muito jovem e que se apresenta como um dos melhores jogadores da sua posição a jogar em Portugal e que esteja fora da órbita dos “grandes”. Tem como melhores características o bom jogo de pés, bem como os reflexos, devendo melhorar, na minha opinião, o seu jogo aéreo e, sobretudo, a sua segurança de mãos, isto é, a capacidade para agarrar, com total segurança, bolas mais difíceis. Falta-me ainda perceber a sua capacidade para controlar o espaço concedido atrás dos centrais, coisa que não é fácil de avaliar com jogos vistos apenas pela tv e quando um guarda-redes se enquadra numa equipa que, não raras vezes, actua em bloco médio-baixo, algo bem diferente do que faz o Benfica. Em suma, não vejo nele um Oblak, mas já me parece superior a Artur, sendo certo que Júlio César deverá continuar uns furos acima durante os próximos tempos.

Diego Lopes – Se o Benfica concretizar o regresso do jovem Brasileiro aos seus quadros, estará a assegurar o médio que, juntamente com Bernard, melhor capacidade de decisão e execução apresenta no último terço do terreno, do campeonato Português (fora, claro, dos grandes). Contra si terá o facto de, na minha opinião, não se enquadrar, de forma directa, em nenhuma das posições do sistema de Jorge Jesus. Sendo um jogador que, preferencialmente, actua como médio criativo de um meio-campo a três, vejo com alguma dificuldade a sua utilização como 2º avançado no 4-4-2 do nosso treinador, por não me parecer que tenha os comportamentos tácticos que JJ pretende daquele jogador, sobretudo no que se refere ao jogar de costas para a baliza e, posteriormente, à chegada a zonas de finalização, já em plena área adversária. Ainda menos possível me parece a sua utilização como médio-centro num meio campo a 2, por achar que Diego Lopes não tem, não vejo que possa ter, a agressividade sobre a bola e sobre o espaço que JJ pede ao jogador que ocupe aquela zona do terreno. Talvez, se este for mesmo um jogador do agrado de JJ, o nosso técnico veja nele alguém capaz de, partindo de uma faixa (a esquerda, preferencialmente), criar desequilíbrios em zonas entrelinhas e interiores, um pouco ao jeito do que faz Gaitan, ainda que com qualidade diefrente, claro.

Hassan – Caso se confirme a contratação do jovem Egípcio, o Benfica assegura um jogador de características diversas de todos os avançados que tem no plantel, ao momento. Talvez Derley seja o que mais se aproxima, mas ainda assim, o Brasileiro apresenta uma amplitude de movimentos superior a Hassan, ainda que perca para o Egípcio na comparação da qualidade técnica. Hassan foge muito ao perfil de avançados que JJ tem preferido para compor a sua frente de ataque após a saída de Cardozo, sendo por isso de assumir que o técnico benfiquista pode querer mudar algo, caso Lima não permaneça no Benfica. Se isso for verdade, deveremos ver a adição de, pelo menos, mais um avançado puro como Hassan, ainda que, naturalmente, com outra capacidade que o “Vila-condense” não tem.

Em suma, serão 3 contratações interessantes, sendo que, curiosamente, o melhor dos 3 – Diego Lopes – é o que menos se enquadra nas ideias de JJ. Caso a continuidade do treinador se verifique, como acho que acontecerá, temo que a chegada de Diego Lopes sirva para melhor preencher os requisitos de inscrição do plantel na próxima edição da Liga dos Campeões, por se tratar de um jogador formado no clube, segundo os critérios da UEFA. Mas esperemos que não e que JJ consiga adaptar o jogador à sua ideia de jogo porque, não tenho duvidas, há ali muito e bom talento a explorar.

Certo é que nenhum dos três me parece com capacidade para assumir um lugar de relevo no curto prazo, perante as actuais opções que compõem o nosso plantel.